sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Terra de duas luas: fato ou ficção?

Assim como vemos em Star Wars IV Uma Nova Esperança- Tatooine, o planeta natal de Luke Skywalker, possui duas luas. 


E é justamente isso que dois cientistas estão propondo: o planeta Terra com duas luas, mas essas luas se chocaram a 4 bilhões de anos atrás.
A menor lua levou a pior, e convenhamos, ela foi esmagada pela lua maior. A lua que vemos até os dias de hoje. Mas esse incidente fez com que o satélite tivesse marcas, ou seja, é "assimétrico".
O artigo proposto foi publicado na última quinta- feira (04/08) para explicar as diferenças entre os dois lados da Lua.
Mas isso não é só, acredita- se que ambas luas se formaram no mesmo evento: uma colisão da Terra com um objeto do mesmo tamanho de Marte nos primórdios do Sistema Solar.
Com isso, uma grande quantidade de resíduos formou os satélites.
A Lua pequenina teria cerca de um terço do diâmetro da Lua que vemos hoje (1200 km), mas apenas 4% de sua massa.
Como se já não bastasse, os dois autores desta "teoria" utilizaram de simulações e cálculos avançados no computador concluindo que outro satélite, antes da colisão, "viveu" durante milhares de anos ao lado do atual satélite natural da Terra.
Portanto, a lua pequenina só não foi destruída antes devido à localização estratégica que ocupava: a chamada órbita troiana, são pontos localizados a frente ou atrás da órbita da Lua, posições em que a gravidade da Terra estavam equilibradas. Podemos até considerar como a "área mais calma para o desenvolvimento da pequenina".
Com o tempo, a expansão da nossa Lua fez com que a trajetória de sua companheira se desestabilizasse e então... BUM!... Elas colidiram.

O CHOQUE

A batida teria acontecido em uma velocidade relativamente baixa. Algo aproximadamente entre 7.200km/h e 10.800km/h.
Como a Lua ainda estava "mole", ou seja, ainda não havia se solidificado por completo após a formação, o choque "lento" teria provocado enormes elevações de mais de 2km. O que "vemos" nos dias de hoje invés de uma grande cratera.
Boa parte do material, com uma composição essencialmente igual a da Lua, acabou "espalhada" pelo nosso satélite como uma camada muito espessa.
No impacto, o magma (a grosso modo: rocha liquefeita) que ainda existe na Lua foi empurrado para o outro lado, constituindo uma explicação do porque o fósforo e o urânio estão concentrados na crosta.

CRÍTICA

"Do ponto de vista da simulação do choque das duas luas, o artigo está impecável. O modelo é muito bom. A hipóteses que eles colocam são bem razoáveis", avalia Fernando Roig, pesquisador do observatório nacional.
Para ele, no entanto, o que precisa de um pouco mais de esclarecimentos são os modelos orbitais no momento da colisão. "É o elo fraco do artigo. Precisa ser mais esclarecido", afirma o cientista.


#FONTE

Um comentário:

  1. Interessantíssimo, do ponto de vista científico, e emocionante, do meu ponto de vista lírico, afinal a poesia que reside no luar, explorada em poemas, traduz-se em brilho, romantismo, chegadas e partidas, amores cumplicidade silenciosa...Já pensou, agora poder falar da solidão da "Lua maior", no poético luar encantado, que virou poeira.

    Gostei!!

    Bom domingo
    Paz e bem

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